Como obter financiamento para a minha Startup?

Preparas-te para lançar um negócio e precisas de o financiar, mas não sabes a quem recorrer? De seguida mostramos-te 5 instrumentos alternativos ao tradicional crédito bancário.

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O ideal seria conseguir financiar o seu negócio com capitais próprios, mas a percentagem de empreendedores que se pode gabar de dispensar o recurso a financiadores externos é muito pequena.

Assim, deve estar preparado para defender o seu projeto junto da Banca, investidores privados ou empresas de capital de risco. No fundo, de os convencer de que ele é viável.

80% do financiamento a startups ainda provém do sistema bancário e o tradicional empréstimo bancário é o instrumento mais popular. Porém, com os bancos ainda cautelosos, na sequência da crise, e a pedirem às empresas garantias reforçadas em troca de crédito, é fundamental conhecer fontes alternativas de financiamento para arrancar com o seu negócio.


1. FAMILIARES E AMIGOS

A primeira fase passa pelos conhecidos 3F’s (friends, famiily and fools). Amigos, família e tolos – geralmente pessoas que o conhecem (colegas de trabalho, por exemplo), têm poder monetário e confiam na sua ideia de negócio.

  • Aspetos positivos
    – Mais facilmente dizem sim e emprestam as quantias pretendidas;
    – Melhores condições de financiamento;
    – Acesso mais rápido ao dinheiro;
  • Aspetos negativos
    – Família ou amigos a interferirem no negócio;
    – Má reputação perante a concorrência;
    – Más relações familiares ou fim da amizade se o negócio falhar.

Para evitar tais problemas, este tipo de empréstimo deve obedecer a regras, a começar pela elaboração de um acordo escrito que defina quais os termos do financiamento.


2. CAPITAL DE RISCO

Também conhecido como financiamento por capital, venture capital ou private equity, é uma forma de financiamento alternativa que não se traduz em endividamento para as empresas. O Capital de Risco tem por objetivo financiar pequenas empresas, em início de atividade ou transformação e expansão, apoiando o seu desenvolvimento e crescimento, tendo por finalidade o sucesso empresarial e o lucro. Desta forma, as sociedades ou fundos de capital de risco assumem uma participação quase sempre minoritária e temporária (entre três e sete anos) no capital da empresa, participando no processo de gestão e partilhando o risco com o empresário.

Comparado com outras fontes, o Capital de Risco destaca-se pela análise concreta dos projetos apresentados, do seu potencial de crescimento e do risco da operação. Assim, o sucesso do negócio representa o sucesso do próprio investimento.

Em Portugal existem vários operadores a atuar no mercado de capital de risco, que diferem na política de investimentos, objetivos específicos (internacionalização, tecnologias de informação, ambiente, comércio, turismo, entre outros) e dimensão do investimento. Para mais informações, consulte o site da Associação Portuguesa de Capital de Risco (APCRI).

Principais Vantagens:

– Disponibiliza capitais próprios ajustados às necessidades das empresas;
– Não exige garantias reais ou pessoais;
– Não contempla o pagamento de encargos financeiros, na vertente de reforço/constituição do seu capital próprio, prevendo, em alternativa, a partilha do risco e da valorização da empresa;
– Facilita o acesso a capitais alheios, em consequência do fortalecimento da sua estrutura de capitais próprios;
– O operador de Capital de Risco intervém ainda como um elemento de valorização da gestão da empresa, de credibilização perante o mercado, e de acesso a uma vasta rede de conhecimento, sendo um forte elemento de criação de valor.

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3. BUSINESS ANGELS

Destina-se a empresas emergentes cuja dimensão é demasiado reduzida para atraírem capital de risco.

De acordo com a Associação Portuguesa de Business Angels (APBA), “um business angel é um investidor privado que realiza investimentos em oportunidades nascentes (tipo startup) e participa nos projetos com smart money, ou seja, além da capacidade financeira também contribui com a sua experiência e network de negócios”. São por isso considerados como uma espécie de padrinhos, que contribuem com capital em troca de uma participação no negócio, tal como no capital de risco, só que neste caso se assumem como mentores nas jovens empresas em que investem, prestando uma ajuda preciosa com a sua experiência e o seu know how. Regra geral, realizam investimentos que por norma variam entre os 25.000 e os 500.000 euros. Para mais informações sobre o investimento através deste instrumento visitar o site da Associação Portuguesa Business Angels.

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4. CROWDFUNDING

Alternativa de financiamento colaborativo que conta com a ajuda da comunidade para doações anónimas, de forma a financiar determinado projeto através da Internet. Inicialmente terá sido mais utilizado no meio artístico, mas já é transversal a várias áreas de atividade e em Portugal começa a ganhar expressão.

Como funciona? Existem diversos sites de crowdfunding, nos quais uma pessoa ou empresa criam uma conta e expõem um projeto com prazo pré-determinado, valor a ser arrecadado e recompensas para os doadores, que passam por formas de agradecimento pelo apoio prestado à angariação de fundos e dependem do valor do apoio dado. Por exemplo, procura apoio para produzir um filme, as recompensas podem passar por merchandising do mesmo como camisolas ou crachás ou convites para a ante-estreia. Caso não fique garantido a 100% o valor do financiamento pedido no prazo de tempo definido, os fundos serão devolvidos.

Poderá iniciar o financiamento do seu projeto em dois portais portugueses: o PPL e o Massivemov. Se pretende ter uma rede de apoio mais vasta, considere então portais internacionais como o Kickstarter.

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5. PROGRAMAS DE INCENTIVO À CRIAÇÃO DE PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS

5.1 FINICIA

É um programa que facilita o acesso a soluções de financiamento e assistência para projetos empresariais diferenciadores, próximos do mercado ou com potencial de valorização económica:

  • na fase de criação da empresa;
  • em empresas nos 4 primeiros anos de atividade;
  • em projetos de interesse local, em mais de 100 municípios protocolados.

Para garantir o acesso aos meios financeiros, o Estado partilha o risco destas operações com sociedades de capital de risco, instituições bancárias, sociedades de garantia mútua e Business Angels.

O acesso a estes instrumentos está disponível em regime contínuo. Para saber mais sobre este programa, clique aqui.

5.2 LINHAS IEFP

Apoios à Criação de Empresas – consistem no acesso a linhas de crédito com garantia e bonificação da taxa de juro concedido por instituições bancárias.

Programa Nacional de Microcrédito – medida no âmbito do Programa de Apoio ao Empreendedorismo e à Criação do Próprio Emprego, que consiste no apoio a projetos de criação de empresas promovidos por pessoas que tenham especiais dificuldades de acesso ao mercado de trabalho, através do acesso a crédito para projetos com investimento e financiamento de pequeno montante. Esta medida é desenvolvida em parceria com a Cooperativa António Sérgio para a Economia Social (CASES).

Invest Jovem – Programa destinado a promover a criação de empresas por jovens desempregados.

Veja mais no site do IEFP.

5.3 PORTUGAL 2020 

O Quadro Portugal 2020 será o sucessor do atual Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN) e enquadrará os apoios estruturais da União Europeia entre 2014 e 2020, tendo como prioridades o setor privado e o emprego.

Até 2020, Portugal vai receber cerca de 25 mil milhões de euros em fundos comunitários, os quais serão atribuídos no âmbito de cada um dos 16 programas operacionais, temáticos e regionais. O programa com maior dotação é o da “Competitividade e Internacionalização”, concentrando cerca de 40% das verbas, direcionado para o investimento empresarial em setores transacionáveis, produção e difusão do conhecimento científico/tecnológico.

As candidaturas das empresas e os documentos que as devem acompanhar estão a ser submetidos no Balcão 2020 por via eletrónica com autenticação feita através do cartão do cidadão ou assinatura digital.

Por último, importa sublinhar que estas são apenas algunas das principais ferramentas de apoio ao arranque do seu projeto. Concursos e eventos, por exemplo, são outras vias a considerar. Ainda o mês passado, a startup Portuguesa Uniplaces, uma empresa de alojamento para universitários, conseguiu 22 milhões de euros de financiamento na Web Summit, a mais importante cimeira para startups a nível mundial e que em 2016 será acolhida por Lisboa.

ProKubo é uma plataforma de trabalho remoto nas áreas de Marketing, Design e Comunicação, que serve como intermediário entre profissionais freelancers ou empresas, e quem precisa dos seus serviços (logotipos, páginas web, vídeos promocionais, campanhas de marketing digital – escolha de entre mais de 100 serviços). Experimenta, é Grátis!

Fontes: IAPMEI; CGD; StartupMag

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Rita Matos

Rita Matos

Licenciada em Jornalismo e Ciências da Comunicação pela Universidade do Porto. Iniciou a carreira na TVI, onde foi correspondente na região de Trás-os-Montes durante cerca de 3 anos e meio. Atualmente exerce funções ligadas ao Marketing. É também formadora e escritora. Tem duas obras literárias publicadas: "Ruivo-Tomate" (poesia) e "Ponto Zero" (prosa), esta última pela Coolbooks, da Porto Editora.
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